Disputa por possível vaga de Selma Arruda, no Senado, já chega na AL

untitledA senadora Selma Arruda, que na próxima quarta-feira assina sua ficha de filiação no Podemos, deixando definitivamente o PSL, do presidente Jair Bolsonaro nem foi cassada ainda pelo Superior Tribunal Eleitoral e já está tendo seu posto no Senado Federal disputado por vários interessados na vaga que pode ser aberta a Câmara Alta brasileira.

A disputa não se limita apenas ao vice-governador Carlos Fávaro (PSD), ou a Adilton Sachetti (PRB) e Júlio Campos (DEM), ex-prefeito de Várzea Grande, ex-governador, ex-senador, ex-deputado federal e ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso. Agora surge até o nome do presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual José Eduardo Botelho (DEM).

Nos bastidores da política mato-grossense já se tem como certo que o tempo de vida política da ex-juíza Selma Arruda, que deixou o PSL alegando ingerências políticas e até desaforo do senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente, que a teria gritado no telefone, será curto.

Torcendo pela queda da senadora e seu enterro político estão também os deputados estaduais Max Russi (PSB) e Dilmar Dal Bosco (DEM), líder do governador Mauro Mendes na Assembleia Legislativa.

Os nomes dos três parlamentares foram divulgados pela deputada estadual Janaina Riva (MDB), em conversa com a imprensa. Ela torce para que Botelho seja o indicado ao cargo e vença uma eleição suplementar, para poder assumir a presidência do legislativo mato-grossense, uma vez que é a primeira vice-presidente, estando, portanto, em primeiro lugar na linha sucessória.

Selma teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) por unanimidade – 7 a 0 -e aguarda decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para uma possível confirmação da decisão. A Procuradoria-Geral da República já se posicionou pela cassação do mandato por prática de caixa 2 e abuso de poder econômico durante a pré-campanha e a campanha de 2018.

Janaina Riva disse considerar “irreverssível” a cassação, por unanimidade, estabelecida pelo TRE-MT e defendeu também que o candidato dos deputados estaduais tenha um perfil mais “político”.

24horasnews

 

 

 

 

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