Para ambientalista, Biocentrismo vai evitar a destruição do planeta

Foto: André Natale / TG
Foto: André Natale / TG

“As pessoas enfrentam um déficit de natureza”, aponta Leonardo Avelino, advogado, idealizador da rede social de vida selvagem Biofaces e presidente da organização Panthera Brasil.

De acordo com ele, a humanidade perdeu suas raízes ao voltar-se à exploração e afastamento do meio ambiente.

“O homem é parte da natureza e sendo parte deve, necessariamente, aprender a conviver com outras espécies que coexistem conosco”, explica. Retornar ao meio ambiente é uma estratégia dos homens para manutenção de sua existência na Terra, o que se chama de Biocentrismo.

Do ponto de vista filosófico e ético este é o terceiro momento de busca de referências pelos seres vivos. No teocentrismo, a presença de Deus orientava todas as ações do mundo e os valores dos membros da sociedade. No antropocentrismo, a humanidade alterava a sua cultura tendo como defesa o seres humanos estarem em primeiro lugar.

Com o Biocentrismo, que começa a ocorrer atualmente na sociedade, os olhos se voltam à biodiversidade e ao bom tratamento dos seres vivos. Esse processo ocorre pela compreensão de que o homem não apenas admira a natureza, mas é parte dela. “Por isso, observador e objeto observado são os mesmos”, defende Avelino.

O advogado explica que essa nova corrente estabelece o raciocínio de que a própria vida criou o universo e não Deus ou o homem. Nessa lógica, tudo que é vivo merece respeito pelo status de “ser vivo”.

Se um elemento natural antes era absorvido e consumido sem raciocinar sobre o uso, a chegada da consciência permitiu que as populações ambientais ganhassem significados mais complexos diante das dinâmicas da humanidade.

“No homem, a natureza atingiu sua autoconsciência e, em 200 ou 300 anos, essa mudança de paradigma filosófico-ético vai ter de se implantado totalmente. É isso ou a destruição do planeta”, acredita Leonardo Avelino.

G1

COMPARTILHE

DEIXE UMA RESPOSTA