untitledÉ primeira vez na história do país que uma mulher indígena compõe chapa para disputar a Presidência da República. Com extensa agenda de atividades na capital nesta segunda-feira (11), Sonia apresenta o programa da candidatura e dialoga com a população mato-grossense na Universidade Federal de Mato Grosso e no Bairro Renascer, em Cuiabá.

Mato Grosso possui pelo menos 48 etnias e uma população indígena de cerca de 45 mil habitantes e, com o avanço do agronegócio e consequente invasão de suas terras, expõe um grave cenário de violência contra os povos tradicionais e contra a preservação dos biomas que constituem o estado.

Só o estado de Mato Grosso foi responsável por 20% de todo o desmatamento detectado na Amazônia no último ano.Em trecho da apresentação do programa da candidatura “Vamos com Boulos e Sonia” afirmam:

– Num país em que seis pessoas concentram a mesma riqueza que cem milhões de brasileiros, em que os bancos ampliam seu lucro em 21 % e o agronegócio amplia o desmatamento da Amazônia em 27% – num único ano – mesmo com crescimento econômico negativo, não é de se estranhar que se amplie entre o povo o medo de um futuro ainda pior.

 

A construção da candidatura à Presidência

Sonia Bone Guajajara é mulher indígena do povo Guajajara/Tetenhar, que habita as matas da Terra Indígena Arariboia, no Estado do Maranhão. Filha de pais analfabetos, deixou suas origens pela primeira vez aos 15 anos, quando recebeu ajuda da Funai para cursar o ensino médio em Minas Gerais. Depois, voltou para o Maranhão, onde se formou em Letras e Enfermagem e fez pós-graduação em Educação Especial.

À frente da coordenadoria executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), Sonia Guajajara é uma das maiores lideranças ambientais do país, unificando mais de 305 povos em torno de pautas que combatem os interesses dos setores mais poderosos da sociedade brasileira.

Membro do Setorial Ecossocialista do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) desde 2011, Guajajara teve seu nome confirmado como pré-candidata à Co-presidência da República, em conjunto com Guilherme Boulos, coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST).

Com o manifesto “518 anos depois”, Sonia Guajajara propôs uma candidatura indígena, anticapitalista e ecossocialista, tendo como objetivo mobilizar outras candidaturas indígenas em todos os Estados do Brasil para fortalecer o debate dos povos tradicionais, além de impedir os retrocessos ambientais promovidos pelo poderes Legislativo e Executivo.

24 horanews

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