Misael Galvão confrma que vai disputar mesa diretora da Câmara de Cuiabá e que já tem 13 fotos, que garante sua eleição

untitledO vereador Misael Galvão (PSB) deve ser eleito presidente da Câmara de Cuiabá na eleição para Mesa Diretora prevista para acontecer em agosto.

O socialista já conseguiu amarrar o apoio de 13 colegas, o que representa a maioria dos 25 integrantes do Legislativo cuiabano.

Com isso, Misael pode frustrar o projeto de reeleição do presidente da Câmara Justino Malheiros (PV). O parlamentar chegou a garantir com voto de minerva a aprovação de mudança no Regimento Interno para permitir que a Mesa Diretora seja reeleita, mas a medida foi questionada judicialmente e suspensa por liminar até o julgamento do mérito.

O grupo pró-Misael reúne o líder do prefeito Lilo Pinheiro (PRP) indicando que a chapa terá o aval de Emanuel Pinheiro (MDB) e os vereadores Chico 2000 (PR), Paulo Araújo (PP), Adevair Cabral (PSDB), Sargento Joelson (PSC), Abilio Júnior (PSC), Gilberto Figueiredo (PSB), Dilemário Alencar (Pros), Toninho de Souza (PSD), Juca do Guaraná Filho (Avante) e Marcelo Bussiki (PSB).

Um dos apoiadores de Misael é o vereador licenciado Vinicius Clovito, que comanda a secretaria municipal de Trabalho e Desenvolvimento Econômico. No entanto, ele pode deixar a pasta e retornar ao Legislativo para participar da eleição para Mesa Diretora.

A reunião foi realizada na tarde desta terça (22), no escritório de um amigo de Misael, na Capital. O grupo agrega tanto vereadores de situação quanto opositores de Emanuel.

O vereador Renivaldo Nascimento (PSDB) chegou a começar as articulações para disputar a presidência da Câmara. Ocorre que as conversações não avançaram e o tucano, pelo menos por ora, desistiu do projeto político.

Liminar

No último dia 16, a Justiça concedeu liminar suspendendo os efeitos do projeto de resolução 001 de 2018, que permite a reeleição para Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá. A decisão é do juiz da 3ª Vara da Fazenda Pública, Agamenon Alcântara Moreno Júnior.

A resolução foi aprovada em sessão realizada no dia 15 após muitas controvérsias. O voto de minerva de Justino, que seria beneficiado pela possibilidade de disputar a reeleição, garantiu a aprovação da matéria.

A liminar atendeu a mandado de segurança impetrado por oito vereadores do grupo que apoia Misael. Na ação, argumentaram que a eventual recondução sucessiva da Mesa Diretora – para o mesmo cargo e na mesma legislatura – não pode ser efetivada por mudança no Regimento Interno e que a reeleição depende de alteração na própria Lei Orgânica do Município.

Além disso, alegaram que Justino não respeitou o quórum mínimo de 17 vereadores para votação durante a tramitação do projeto. Na sessão, o presidente da Câmara sustentou, com respaldo da Procuradoria, que a resolução podia ser aprovada com a maioria simples de 13 parlamentares.

24 Horas

 

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