Gilmar Fabris defende pagamento da RGA aos servidores do Executivo

untitledO vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Gilmar Fabris (PSD), defende que o governo do Estado cumpra com o pagamento da RGA (Revisão Geral Anual) aos servidores públicos estaduais.

No entanto, o parlamentar ressaltou que é necessário aos servidores públicos reconhecerem a realidade financeira do Estado, o que impossibilita o pagamento de imediato do benefício.

“Todos os deputados são favoráveis ao pagamento da RGA. Mas, precisamos achar as condições adequadas. E a proposta do governo do Estado em pagar parcelado é a única alternativa viável neste cenário de crise econômica”, disse.

Por conta da crise financeira que se reflete em menor arrecadação de impostos, o governador Pedro Taques (PSDB) apresentou no dia 26 de maio a proposta de parcelamento da RGA.

Pela proposta ainda pendente de aprovação da Assembleia Legislativa, as duas primeiras parcelas, no valor de 2,15%, serão incorporadas aos salários dos servidores estaduais em janeiro e abril de 2018, respectivamente. A última parcela, de 2,14%, será paga em setembro do ano que vem.

A equipe econômica do Estado sustenta que, se aprovado, o impacto nas contas públicas será de R$ 450 milhões no próximo ano.

Na avaliação do deputado estadual Gilmar Fabris, o governador Pedro Taques (PSDB) tem credibilidade com o servidor público. Isso porque, em razão da crise econômica, parcelou o pagamento da RGA de 2016 aos servidores públicos e quitou em sua integralidade.

“Mato Grosso junto com o Paraná são os únicos que irão pagar a RGA. Por conta de dificuldades financeiras, o governo do Estado parcelou o montante de 7%, mas atingiu o total de 11% que os servidores públicos desejavam. Eu acredito que o governo tem credibilidade para pedir o parcelamento, pois honrou com aquilo que firmou no ano passado. O servidor merece dar um voto de confiança ao Estado”.

Fabris ainda lembrou da grave crise econômica que atinge o país com a notória falência de Estados com arrecadações expressivas como o Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Ambos têm parcelado o pagamento dos salários dos servidores públicos e impossibilitados de honrar compromissos financeiros com fornecedores.

Além disso, a recessão econômica que o país enfrenta nos últimos anos elevou a taxa de desemprego para 14 milhões conforme levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgado no dia 31 de maio.

“Infelizmente, o cenário é muito desfavorável para o equilíbrio das contas públicas. Ainda assim, Mato Grosso tem trabalhado alternativas para garantir a valorização salarial do servidor público”, completa o deputado Gilmar Fabris.

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