Produtores querem ampliar janela para plantar soja em Mato Grosso

gdVoltou a chover em algumas áreas de Mato Grosso, regiões que vêm sendo castigadas pelo tempo extremamente seco. Os volumes, no entanto, variam de 2 a 8 mm em municípios como Sorriso, Vera, Canarana e Ipiranga do Norte, de forma muito localizadas e, portanto, insuficientes para amenizar a situação local ou trazer algum alívio.

As informações partem de produtores mato-grossenses que têm dificuldade, nesse momento, até mesmo para decidir suas próximas ações. Em alguns casos, muitos irão fazer o replantio de suas lavouras de soja pela terceira vez, em outros, a opção está sendo o plantio de milho. A única certeza é a de em inúmeras áreas as perdas já são irreversíveis.

“Voltou a chover por aqui, mas onde já se perdeu, perdeu. Não tem mais jeito. Em algumas áreas, dá pra colher de 3 a 5 sacas por hectare, o que também não compensa, pois esse é o custo de uma colheita. E ainda há áreas que não receberam nem mesmo o primeiro plantio, esse é o meu caso”, lamenta o produtor rural Gilberto Peruzi, de Sorriso, com áreas em Ipiranga do Norte e Vera.

Para Peruzi, a prorrogação emergencial do plantio no estado para 15 de janeiro é insuficiente e é necessário que o período permitido se estenda até o próximo dia 31. Afinal, as últimas previsões climáticas ainda mostram chuvas irregulares e, por isso, não é possível concluir a semeadura em um tempo tão ajustado.

“Em uma das minhas áreas tenho ainda dois mil hectares para serem plantados e, com essas condições de chuvas, não consigo plantar tudo até o dia 15. Vai ser preciso escalonar esse plantio e não dá tempo”, explica o produtor. “Estamos com previsões de chuvas ainda irregulares e com a possibilidade de elas se normalizarem só da segunda semana de janeiro para frente”, completa.

Assim, os técnicos agrícolas e especialistas continuam nos campos, levantando os prejuízos e contabilizando as perdas causadas pela seca para que sejam gerados laudos e material suficiente para, entre outros objetivos, justificar a necessidade de um período maior à semeadura.

Na próxima segunda-feira, 4 de janeiro, um novo pedido de prorrogação à soja deverá ser protocolado em Cuiabá, Mato Grosso, pelos sindicatos e entidades de classe. A expectativa é grande, uma vez que não só a sojicultura é prejudicada pelas atuais condições de clima, como a safrinha de milho que também exige atenção.

“Por conta desse atraso no plantio da soja, minha área de milho safrinha será reduzida em 30%”, afirma Peruzi. PROIBIÇÃO – Paralelamente, um outro assunto veio às discussões nesse período em que se observa a conturbada evolução da nova safra brasileira de soja: o vazio sanitário. O período, que em Mato Grosso está estipulado para valer de 5 de maio a 15 de setembro, tem como principal objetivo combater a ferrugem asiática.

No entanto, o clima excessivamente quente no Estado vem inibindo o aparecimento da doença e gerando questionamentos sobre a necessidade do intervalo proibitivo. “Esperamos mudanças também no vazio sanitário aqui de Mato Grosso. Com esse clima quente, não tem ferrugem.

Então, para que o vazio?”, questiona o produtor Gilberto Peruzi, que relata que sobre isso entidades, especialistas e produtores também estão em discussão para definir se as mudanças virão e quais serão.

 

24horasnews

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