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gdA mineradora Samarco admitiu que há risco de rompimento nas barragens de Santarém e Germano, que ficam perto da que se rompeu em Mariana, na Região Central de Minas Gerais.

O diretor de operações e infraestrutura da empresa, Kléber Terra, disse em entrevista coletiva que o fator de segurança na barragem de Santarém é de 1,37 numa escala de 0 a 2, o que significaria uma estabilidade de 37%. Em Germano, o representante afirmou que o dique Selinha – que é uma das estruturas – tem índice de 1,22, o menor em todo o complexo.

A Samarco já havia informado que o fator de 1,00 significa que a estrutura está no seu limite de equilíbrio. O executivo explicou que estão sendo feitas obras emergenciais nas duas barragens e que blocos de rocha estão sendo colocados de cima para baixo, para reforçar a estrutura. Este procedimento deve durar cerca de 45 dias na barragem de Germano.

Na de Santarém, as obras têm um prazo de 90 dias. O maciço da barragem de Santarém – que é o corpo principal – está preservado, segundo a mineradora. Porém, há danos na crista – o ponto mais alto – e em parte da estrutura do vertedouro, estrutura que permite a saída de água.

Até esta tarde, 12 pessoas continuam desaparecidas, sendo nove funcionários da Samarco e três moradores de Bento Rodrigues. Quatro corpos aguardavam identificação. Sete mortos na tragédia já foram identificados.

24horasnews

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